quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Um quinto dos tumores está associado a infecções virais ou bacterianas


Um quinto dos tumores está associado a infecções virais e bacterianas e a chave para reduzir a sua incidência está na vacinação e mudanças no estilo de vida, alertam as autoridades internacionais. Para assinalar o Dia Mundial Contra o Cancro, que se assinala amanhã, a União Internacional Contra o Cancro (UICC) - uma organização não governamental exclusivamente dedicada ao controlo do cancro - lançou uma campanha suportada por um novo relatório científico: "Protecção contra infecções que causam cancro". "Dos 12 milhões de cancros que são diagnosticados todos os anos, cerca de 20 por cento podem ser atribuídos a infecções virais e bacterianas, que directamente causam ou aumentam o risco de cancro", segundo o presidente da UICC, David Hill.

FONTE:"http://www.tribunamedicapress.pt/internacional"

Serotonina a menos origina morte súbita dos bebés



A produção deficitária de um neurotransmissor chamado serotonina na zona do tronco cerebral (a parte do sistema nervoso central que liga o cérebro à medula espinal) pode estar associada à síndrome da morte súbita nos bebés até ao ano de idade.

A descoberta foi feita por médicos e investigadores do Children's Hospital de Boston, nos Estados Unidos, e é publicada hoje no The Journal of the American Medical Association.

A morte súbita nos bebés tem desafiado desde há muito a medicina. Dramático, e até hoje inexplicável, este problema é desde há 20 anos objecto de investigação por parte de um grupo de médicos cientistas daquele hospital pediátrico. Comparando os níveis de serotonina em bebés vítimas daquela misteriosa síndrome com os níveis do mesmo neurotransmissor noutros bebés que morreram de outras causas, os investigadores acabaram por detectar a diferença.

No tronco cerebral, a serotonina tem por papel ajudar a regular algumas funções involuntárias do organismo, como a respiração, o ritmo cardíaco e a pressão sanguínea durante o sono.

Os investigadores do hospital pediátrico de Boston, liderados pela neuropatologista Hannah Kinney, pensam que os níveis baixos de serotonina encontrados nos bebés vítimas de morte súbita podem estar na origem de uma desregulação daquelas funções. Dormindo numa posição de barriga para baixo, aqueles bebés estariam assim impossibilitados de mudar automaticamente a posição do rosto, caso estivessem a respirar mal, uma vez que aquela função estaria desregulada.

FONTE:"http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1485298&seccao=Sa%FAde"

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

"Homem Biónico" nº3 - Aparelhos Dentários


Pesquisadores ingleses surpreenderam-se ao encontrar uma múmia exótica nas margens do rio Nilo, no Egipto, que ostentava uma espécie de aparelho dentário. O referido aparelho era constituído por uma tira de metal, que prendia os dentes mais tortos da vaidosa múmia. Na Grécia Antiga, Hipócrates e Aristóteles já teciam conjecturas sobre como corrigir dentes tortos.
Porém, a ortodontia ficou adormecida.
Em 1728, o dentista francês Pierre Fauchard escreveu o livro "O Cirurgião Dentista", no qual dedicou um capítulo inteiro às formas de corrigir dentes. Fauchard é inventor de um aparelho chamado bandeau. O bandeau é uma peça de metal em forma de ferradura de cavalo, que ajudava a expandir a arcada dentária e assim corrigia os dentes amontoados uns sobre os outros na boca.
No ano de 1841, Schange desenvolveu bandas de metal que eram aparafusadas individualmente e que por isso, permitiam maior firmeza na fixação dos aparelhos utilizados.
Até ao fim da década de 1970, o aparelho dentário era um objecto horroroso, com extensões por fora da boca. Isso só mudou quando, em 1975, surgiu um adesivo que prendia com sucesso os braquetes directamente nos dentes. No mesmo ano, o dentista Craven kurz, inventou o aparelho oculto, cujos braquetes eram colados na parte interna da arcada dentária.
Em 1997, surgiu o alinhador dentário transparente e removível, criado pela doutora Zia Chishti.
Actualmente, existem diversos tipos de aparelhos dentários, removíveis ou fixos. Dentro destes últimos, podemos encontrar ainda diferentes subtipos, que se diferem a nível estético.

Doença arterial periférica está subdiagnosticada

Estudo realizado pela Universidade de Alberta, Canadá, revela que muitos adultos de meia-idade podem sofrer de doença arterial periférica (DAP) sem o saberem.
O estudo envolveu 362 adultos com mais de 50 anos, submetidos a rastreio para a DAP e revelou que cerca de cinco por cento sofriam da doença. Destes, 80 por cento desconheciam que tinham o problema.

«A doença arterial periférica é um importante factor de risco para problemas cardíacos, AVCs e amputações dos membros», sublinham os autores.

A DAP ocorre quando as artérias das pernas ficam mais estreitas ou obstruídas devido a depósitos de gordura, reduzindo o fluxo sanguíneo nos membros inferiores. Trata-se de uma doença cardiovascular importante, embora, segundo os investigadores, seja «pouco conhecida do público e até dos profissionais de saúde», avança o site Tribuna Médica Press.

Embora a DAP possa não dar sintomas, existem alguns sinais de aviso aos quais as pessoas devem estar atentas: dor nas pernas durante a actividade física, sensação de frio ou dormência nas pernas e dor nos dedos dos pés durante a noite.

FONTE:"http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=1044324"

VIH: cientistas resolvem puzzle crucial


Investigação publicada na revista Nature

Cientistas criaram um cristal que permitiu observar a estrutura tridimensional da enzima integrase. Estudo abre caminho ao desenvolvimento de fármacos mais eficazes.

Após 20 anos de investigações, uma equipa da Universidade de Harvard e do Colégio Imperial de Londres afirma ter resolvido um puzzle crucial sobre o VIH/SIDA, que poderá abrir caminho ao desenvolvimento de medicamentos mais eficazes contra o vírus. Em declarações à revista Nature, os especialistas dizem ter criado um cristal que lhes permitiu ver a estrutura da enzima integrase, presente nos retrovírus e principal alvo de alguns fármacos contra o VIH. O conhecimento da estrutura da enzima em questão permite obter informações aprofundadas sobre o funcionamento dos inibidores de integrase, de que forma podem ser melhorados e como impedir que o VIH crie resistências aos fármacos. Para este trabalho, os especialistas criaram um cristal com recurso a uma versão da integrase de outro retrovírus muito semelhante ao VIH. Foram precisos mais de 40 mil ensaios clínicos para obterem um cristal com qualidade suficientemente elevada que permitisse aos cientistas observarem a estrutura tridimensional da enzima, explica Peter Cherepanov, coordenador do estudo. Os testes realizados nestes cristais permitiram observar de que forma é que os medicamentos se ligam à enzima e, posteriormente, a bloqueiam.

FONTE:"http://www.tribunamedicapress.pt/internacional-1/27619-vih-cientistas-resolvem-puzzle-crucial"

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Herceptina eficaz contra cancro da mama


Estudo do Instituto Nacional do Cancro, em Milão

Conjugação entre a herceptina e a quimioterapia diminui o risco de recorrência de cancro da mama agressivo e aumenta a taxa de sobrevivência das doentes. Os efeitos secundários são também reduzidos.

O tratamento com herceptina, aliado à quimioterapia, é benéfico para as mulheres diagnosticadas com cancro da mama HER2 positivo em estágio avançado, concluiu um estudo realizado pelo IRCCS - Instituto Nacional do Cancro, em Milão. De acordo com os autores, cerca de 22% dos casos de cancro em estágio inicial, 35% dos tumores da mama localmente avançados e metastizados, bem como 40% dos cancros da mama inflamatórios apresentam uma sobre-expressão do gene HER2. Estes tumores tendem a ser mais agressivos, o que resulta numa taxa de sobrevivência mais baixa. Para este estudo, 235 mulheres, diagnosticadas com cancro da mama HER2 positivo localmente avançado ou inflamatório, foram seleccionadas e divididas em dois grupos. Ao primeiro foi administrado quimioterapia e herceptina. O segundo, o grupo de controlo, foi apenas tratado com quimioterapia. De acordo com os especialistas, três anos após o início do estudo, 71% das voluntárias tratadas com herceptina estavam vivas e sem recorrência da doença, contra 56% das mulheres incluídas no grupo de controlo. Em termos de efeitos secundários, os resultados foram também bastante encorajadores, dizem os investigadores. Foram detectados poucos problemas cardíacos aliados ao tratamento e, as que apresentaram efeitos adversos, responderam favoravelmente aos medicamentos do foro cardíaco.

FONTE:"http://www.tribunamedicapress.pt/internacional-1/27562-herceptina-eficaz-contra-cancro-da-mama"

Os milagres da cirurgia estética





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