domingo, 25 de abril de 2010

BARCELONA: REALIZADO PRIMEIRO TRANSPLANTE FACIAL TOTAL


O hospital de Vall d’Hebron, em Barcelona, foi o primeiro a realizar, no final do passado mês de Março, um transplante facial total em todo o Mundo, numa operação que durou 24 horas, noticia o CM. O receptor tinha sofrido um acidente de viação e a sua cara estava totalmente deformada impedindo-o de falar, comer e respirar. A operação contou com a participação de 30 profissionais que dividiram a intervenção em três fases. Na primeira, os médicos extraíram os ossos e os tecidos musculares do dador e, na segunda fase, procederam ao transplante no receptor. A última fase é, de acordo com o diário espanhol ’20 minutos’, a mais demorada. Embora continue com respiração assistida e não possa falar e comer, os cirurgiões garantem que a operação correu bem e o jovem vai voltar a ter uma vida normal. Os próximos dois meses, a terceira fase da intervenção, vão ser passados no hospital a receber reabilitação muscular. Os familiares e o próprio transplantado já viram a nova face e garantem que está muito parecida com a anterior aparência.

PORTUGAL COM MAIOR TAXA DE MORTES POR GRIPE A


Ainda não há estudos que permitam saber o que teria acontecido se os governos não tivessem tomado medidas após a declaração da pandemia de gripe A (H1N1). Mas Filipe Froes, pneumologista e consultor da Direcção-Geral da Saúde (DGS), acredita que "sem preparação teriam morrido duas a três vezes mais pessoas".
Números do Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) colocam Portugal como um dos países europeus com maior taxa de mortalidade por gripe A. Passa hoje um ano desde que foram conhecidos os primeiros casos no México. A doença afectou 214 países, foram confirmadas 17.798 mortes no mundo, 121 pessoas morreram em Portugal. O pneumologista acredita que se não tivessem sido tomadas medidas de precaução teria havido mais mortes e mais recursos de saúde gastos.
A avaliação da DGS está ainda a decorrer, mas Filipe Froes lembra que as pessoas que morreram eram jovens - a média de idades foi de 47,7 anos - e um quinto eram saudáveis. Contando que vivessem pelo menos até aos 70 anos, é possível contabilizar "2.843 anos potenciais de vida perdidos", sublinha.
Números do ECDC colocam Portugal como um dos países com piores taxas de mortalidade por gripe A, ainda assim baixas: de 0,91 a 1,2 mortes por 100 mil habitantes, face a países como a Espanha, França e Itália, onde se ficou pelos 0,31 a 0,6 mortes por 100 mil habitantes.
A subdirectora-geral da Saúde, Graça Freitas, diz que ainda é cedo para saber se estes números traduzem diferenças reais de mortalidade e não diferentes taxas de detecção e notificação. Por outro lado, nota que os números são tão pequenos que a comparação se torna estatisticamente difícil.
Vai levar algum tempo a perceber se diferentes taxas de vacinação se traduziram em menos mortes. O certo é que os países escandinavos tiveram maior capacidade de vacinação, diz Filipe Froes, dando o exemplo da Suécia, onde a taxa de vacinação andou pelos 60% e onde os números de mortes são os mais baixos, juntamente com a Áustria. Portugal ficou-se pelos 5% de cobertura vacinal, acrescenta.

Fonte: "http://www.tribunamedicapress.pt/nacional-1/30319-portugal-tem-das-mais-altas-taxas-de-mortalidade-por-gripe-a"

segunda-feira, 19 de abril de 2010

INVESTIGADORES TEMEM QUE PACEMAKERS SEJAM PIRATEADOS


Os investigadores americanos temem que dispositivos electrónicos como pacemakers, desfribrilhadores ou bombas de insulina sejam alvo de hackers, uma vez que todos estes aparelhos emitem sinais wireless. O perigo de alguém aceder a um destes aparelhos e alterar os valores aí inseridos poderá ser fatal e não é tão improvável de acontecer como se pensa, noticia o CM. Em 2008, investigadores da Universidade de Washington, da Escola de Medicina de Harvard e da Universidade de Massachusetts, fizeram uma experiência, na qual acederam a um desfibrilhador cardíaco, roubaram informação pessoal do equipamento e alteraram os ritmos cardíacos. Desde aí, alguns cientistas têm vindo a tentar encontrar formas de manter os dispositivos seguros. Uma dos métodos encontrados por uma aluna da Universidade de Washington foi a introdução de passwords. Este processo obrigaria a usar uma pulseira com a password ou a tatuar um código de barras com tinta visível ou transparente na pessoa. A tinta transparente apenas seria detectada recorrendo a raios ultra-violeta.

Fonte: "http://www.tribunamedicapress.pt/internacional/30132-investigadores-temem-que-pacemakers-sejam-pirateados"

FALHAS NO ADN AUMENTAM RISCO DE EPILEPSIA



Investigadores analisaram o ADN de 1.300 pessoas e verificaram que os indivíduos com epilepsia apresentavam falhas de material genético no cromossoma 16.

As pessoas que apresentam falhas no ADN no cromossoma 16 apresentam um risco substancialmente mais elevado de desenvolverem epilepsia, afirmam investigadores no American Journal of Human Genetics. “Verificámos que a presença de alterações genéticas é um dos principais factores de risco para todos as formas de epilepsia”, referiu o líder do estudo, Erin Heinzen, da Duke University. Neste estudo, os investigadores analisaram o ADN de 1.300 pessoas e verificaram que os indivíduos com epilepsia apresentavam falhas de material genético no cromossoma 16. Estas falhas não foram encontradas nas pessoas saudáveis. Os autores verificaram ainda que as falhas de ADN nos doentes epilépticos estavam relacionadas com sete genes e que pelo menos uma das duas cópias de cada gene estava “desligada”. “Isto significa que a quantidade de proteínas normalmente produzida por estes genes está muito diminuída nestes doentes”, explicou Erin Heinzen. Estudos anteriores já tinham associado as alterações genéticas no cromossoma 16 ao aumento do risco de esquizofrenia e atraso mental.

Fonte:"http://www.tribunamedicapress.pt/internacional-1/30095-falhas-no-adn-aumentam-risco-de-epilepsia"

sábado, 17 de abril de 2010

Pâncreas artificial: um sonho mais perto da realidade


Sistema pode estar disponível em cinco anos

Pâncreas artificial segrega quantidades variáveis de insulina e glucagon, sempre que haja carências. Testes realizados em humanos revelaram que, além de eficaz, o dispositivo não provoca hipoglicemia.

Um novo pâncreas artificial provou, em ensaios clínicos realizados em humanos, ser eficaz contra a diabetes Tipo1 sem causar hipoglicemia. Com este dispositivo, os investigadores pretendem facilitar a vida das pessoas insulino-dependentes, libertando-as da necessidade de receberem injecções de insulina, de estarem constantemente a controlar os níveis de açúcar no sangue e de terem uma atenção extrema ao regime alimentar diário. O novo pâncreas, que resulta de uma colaboração entre a Faculdade de Boston, o Hospital Geral de Massachusetts e a Faculdade de Medicina de Harvard, fornece duas hormonas, a insulina e o glucagon, deficitárias em pacientes diagnosticados com diabetes Tipo1. “O que nós desenvolvemos foi um equipamento composto por um software autónomo que usa uma fórmula matemática para segregar quantidades variáveis de insulina e de glucagon sempre que necessário”, explica Edward Damiano, um dos criadores do pâncreas artificial. A nova ronda de ensaios clínicos irá testar um dispositivo que apenas fornece insulina, na medida em que o glucagon apenas tem aprovação da autoridade norte-americana do medicamento para ser usado na sua forma injectável, ministrada em situações de emergência, e não através de uma bomba em quantidade reduzidas. Os responsáveis por esta criação acreditam que, em cinco anos, já seja possível disponibilizar um sistema fechado de segregação de insulina, para ser aplicado em doentes com diabetes Tipo1.

FONTE:"http://www.tribunamedicapress.pt/internacional-1/30035-pancreas-artificial-um-sonho-mais-perto-da-realidade"

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Descoberto tratamento mais eficaz para a doença de croh

Combinação terapêutica é mais eficaz

Investigadores defendem a combinação de um imunossupressor com um fármaco biológico.

A combinação de dois fármacos revela resultados superiores no controlo dos sintomas da doença de Crohn, afirmam investigadores norte-americanos num estudo publicado no New England Journal of Medicine. Os autores acreditam que esta descoberta poderá revolucionar o tratamento actualmente utilizado nos doentes de Crohn. Regra geral, os médicos iniciam o tratamento com esteróides. No caso destes fármacos não serem suficientes para o alívio dos sintomas da doença, como as dores abdominais, náuseas, febre, perda de peso e diarreia, o passo seguinte é utilizar azatioprina, que reduz a actividade do sistema imunitário. Só no caso de também este tratamento falhar é que os médicos passam para a introdução dos medicamentos biológicos, tais como o infliximab. Contudo, o novo estudo revela que a utilização de azatioprina isolada não surte o efeito desejado e sugere que os biológicos devem ser incluídos de imediato. “A terapêutica combinada de azatioprina com infliximab parece ser o tratamento de escolha no caso de os esteróides não se revelarem eficazes”, afirmam os autores.

FONTE:"http://www.tribunamedicapress.pt/internacional-1/30045-descoberto-tratamento-mais-eficaz-para-a-doenca-de-crohn"

quinta-feira, 1 de abril de 2010

AINEs podem reduzir risco de cancro do intestino

A toma de anti-inflamatórios não esteróides (AINEs), ao longo de cinco anos, parece reduzir o risco de cancro do intestino grosso, sugere um estudo publicado no American Journal of Epidemiology. Os resultados indicam que, comparativamente aos indivíduos que não tomam aquele tipo de fármacos, os utilizadores de AINEs apresentavam uma redução de cerca de 40 por cento no risco de cancro do intestino. Apesar destes dados, os autores sublinham que são necessários mais estudos antes que os AINEs possam ser recomendados na prevenção daquele tipo de cancro na população em geral.

FONTE:"http://www.tribunamedicapress.pt/patologias/29563-aines-podem-reduzir-risco-de-cancro-do-intestino"