Na idade média, as cirurgias aos olhos, nomeadamente às cataratas, eram extremamente dolorosas e raramente salvavam o olho do paciente. As cataratas eram removidas através da inserção de um objecto afiado, tal como uma faca ou uma agulha larga, na córnea e forçando a lente do olho para fora da sua cápsula e até ao fundo deste.
Entretanto, na Europa começou-se a seguir um pouco mais a medicina islâmica e com isto, as circurgias às cataratas desenvolveram-se. Usava-se uma seringa metálica para extrair as cataratas por sucção, inserindo-a na parte branca do olho.
Um novo estudo publicado pela Nature Materials, descobriu que é possível usar pequenos "nano discos", com cerca de 60 bilionésimos de um metro de espessura para provocar a autodestruiçao de células cancerígenas.
Os discos são feitos de uma combinãção de ferro com níquel, que se movem quando sujeitos a um campo magnético, danificando as membranas das células do cancro.
Elena Rozhlova, um dos autores do estudo, afirmou que bastava uma exposição de 10 minutos a um fraco campo magnético pelos discos para destruir 90% de células cancerígenas.
Jon Dobson, da Keele University na Grã-Bretanha, disse que podiam ser usados anticorpos de forma a encaminhar os discos em direcção das células cancerígenas: "Isto trata-se de uma elegante e rápida técnica de destruição de tumores, sem os efeitos secundários associados a outros métodos de tratamento como a quimioterapia."
Naqueles tempos medievais, muitos tratamentos de doenças incluíam preces a um santo padroeiro a fim de obter uma intervenção. Um monge irlandês, santo Fiacre, era o patrono dos sofredores de hemorróidas. Ele mesmo desenvolveu hemorróidas trabalhando no seu jardim. Um dia, sentou-se numa pedra, e curou-se milagrosamente. A pedra ainda hoje existe e nela estão impressas as hemorróidas do santo. É um lugar visitado por muitas pessoas em busca de um milagre (para as hemorróidas que apesar dos apelos ao santo era conhecida como a "maldição de St.Fiacre".
Agonia do anûs tratada com ferros quentes. Em casos extremos, os médicos da Idade Média usavam ferros quentes para tratar o problema das hemorróidas. Outros, tal como Hipócrates acreditavam que simplesmente puxando as hemorróidas com as pontas das unhas fisgando-as, era possível obter alívio. No século XII, o médico Judeu Moses Maimonedes desaconselhou a cirurgia a ferro quente e prescreveu o tratamento mais comum usado até hoje, o "banho de assente".
Quando o coração não desempenha correctamente a sua função, a irrigação cerebral e de outros órgãos do nosso corpo é comprometida. O paciente apresenta tonturas, desmaios, falta de ar, entre outros sintomas. Para aqueles que apresentam constante ou eventualmente períodos de frequências cardíacas muito lentas, que em casos extremos poderá levar a paragem cardíaca, eis a solução: PACEMAKERS.
Um pacemaker é um aparelho electrónico (pilha) instalado internamente na zona peitoral, junto ao coração, que emite estímulos de baixa intensidade através de sondas introduzidas no músculo cardíaco por via de uma veia, estimulando-o com o intuito de manter ou regular o ritmo cardíaco. A pilha mais utilizada é a de óxido de prata. A pilha de óxido de prata é uma pilha em miniatura, cara (porque contém prata) e não poluente. Tem um potencial relativamente elevado (1,5 V) e mantém grande estabilidade durante um longo período de tempo. Está é a principal razão pela qual é aqui usada (também se encontra em próteses auditivas, relógios, calculadoras, máquinas fotográficas, etc). As cirurgias de implantação de pacemakers duram em média 60 minutos e nelas é utilizada anestesia local.
RISCOS
Durante e após a operação, poderão surgir algumas complicações tais como: dissecação da veia de acesso, perfuração da parede do coração, paragem cardíaca por indução de bloqueios de alto grau, indução de taquiarritmias ventriculares, derrame pleural, derrame pericárdico, hemorragias, hematomas, infecções e aderências e deslocamentos de sondas.
CUIDADOS A TER
-Nunca se deve coçar com as unhas a zona do pacemaker (pode infeccionar); -Caso permaneça alguma "crosta" na cicatriz, não arrancar fora e deixar a pele sair por si; -Terminado o processo de recuperação pós-operatório (mais ou menos um mês) pode-se realizar uma vida diária normal fazendo tudo o que fazia antes da colocação do dispositivo; -Manter vigilância atenta e eventuais sintomas de infecção ou inflamação (exs.: comichão frequente, picadelas frequentes, vermelhidão, deitar líquido, pele mais rígida e pouco móvel...) -Deve evitar aproximar-se de centrais ou fontes de alta tensão; -Deve evitar aproximar-se de máquinas ou equipamentos de alta energia, a aproximação a fontes electromagnéticas, a microondas de frequências curtas e a antenas de centrais de telemóveis; -Não faltar às consultas periódicas de controlo do dispositivo.
Hoje, inaugurámos uma rúbrica intitulada "Homem biónico" através da qual trataremos de falar sobre os dispositivos que se encontram à disposição dos médicos e cujo objectivo é tratar certas doenças, ou pelo menos, melhorar, nem que seja um pouco, a qualidade de vida às pessoas nas quais são implantados. Tentaremos, semanalmente ou de duas em duas semanas, publicar um novo artigo. Esta semana, vamos tratar de bandas gástricas. As bandas gástricas (ajustáveis) são uma das soluções extremas existentes para combater a obesidade mórbida em indivíduos com índice de massa corporal superior aos 35 ou 40 ou então que apresentam complicações resultantes desta doença. As pessoas que se sujeitam à cirurgia de implantação têm, obrigatoriamente, que adoptar uma atitude de compromisso e assegurar aos seus médicos a mudança do seu comportamento. A banda gástrica, por si só, não resolve todos os problemas relacionados com a obesidade e por isso, o paciente tem que ter a capacidade e a predisposição para mudar os seus hábitos alimentares e praticar exercício físico após a intervenção.
São uma das várias opções restritivas em cirurgia bariátrica (conjunto de técnicas cirúrgicas que visam a diminuição do peso). Restritiva, porque é feita uma restrição à quantidade de alimentos que podem entrar no estômago. Estes dispositivos, feitos em silicone, consistem em balões com forma de anel, que são colocados em volta da parte superior do estômago de maneira a apertá-lo. Estes estão ligados, por intermédio de um tubo (também de silicone) a botões de metal e plástico que ficam por baixo da pele e gordura do paciente, fixos no músculo do abdómen. Estes botões podem ser alcançados por agulhas extremamente finas administradas pelo médico, através das quais é injectada água destilada, de modo a que se possa insuflar mais ou menos o balão constituinte da banda gástrica e desta forma, apertar mais ou menos o estômago. A obstrução à passagem do alimento da parte alta para a parte baixa do órgão pode assim, ser controlado, além de que o paciente fica com a sensação de estar saciado e consequentemente, ingere menos alimentos. Hoje em dia, esta cirurgia é feita por laparoscopia. A laparoscopia é uma cirurgia pouco evasiva, pois apenas se fazem pequenos furos no corpo do paciente, sem ter de abrir o abdómen.
Depois disto, tudo fica a cargo da cooperação e do "bom comportamento" do paciente.
O tipo de cirurgia acima referido insere-se num de três tipos de cirurgias para combater o excesso de peso (Bariáticas); Apresentamos alguns exemplos das cirurgias mais utilizadas.
- RESTRITIVAS
. Banda Gástrica Ajustável: Feita de silicone, insuflável sendo possível enchê-la e esvaziá-la ao longo do tempo de tratamento. São apenas necessários alguns furinhos no abdómen do paciente (devido às evoluções que sofrera), é uma técnica revolucionária realizada através da Laparoscopia tal como no caso da gástroplastia vertical, como foi referido no artigo anterior.
. Gástroplastia Vertical Anelada: A parte superior do estômago é "agrafada" e apertada com uma espécie de anel de forma a que um pequeno fragmento do estômago fique a trabalhar. O resultado é uma sensação de saciedade permanente.
- MISTAS
. Bypass Gástrico: Faz-se um corte na parte superior do estômago, diminuindo a capacidade deste. Assim faz-se a passagem directa dos alimentos para meio do intestino delgado, diminuindo 75cm a 1,50m de absorção.
- MENOS AGRESSIVAS
. Balão intra-gástrico: É fabricado em silicone e introduzido no estômago por via endoscópia. O seu papel é preencher a cavidade do estômago criando um efeito de saciedade quase permanente.
Como todo procedimento médico, a cirurgia no obeso traz consigo uma série de riscos.
O risco de vida é o mesmo de qualquer operação de grande porte (menor que 0,5%, isto é, aproximadamente, 1 morte a cada 200 cirurgias), mas existe e deve ser considerado. Por vezes a mortalidade é precedida de reoperações, longos períodos em UTI (unidade de terapia intensiva), com sofrimento e pesar para todos.
Portanto, a cirurgia para tratamento da obesidade mórbida, deve ser bem avaliada pelo paciente e familiares, que devem estar conscientes dos riscos de mortalidade e complicações.
As principais causas de mortalidade são:
Deiscência, que é a abertura de um ponto nas suturas do estômago ou intestino, levando a saída de liquido para a cavidade abdominal, causando peritonite e septicemia (infecção generalizada). Isto pode levar o paciente a nova cirurgia, para reparar esta abertura, mas mesmo assim pode causar a morte.
Embolia pulmonar (sangue coagulado nos pulmões) que é o "entupimento" de uma ou várias artérias que irrigam o pulmão, e algumas vezes pode levar o paciente à morte por insuficiência respiratória.
Outras causas, bem menos comuns como: insuficiência respiratória, enfarte do miocárdio, insuficiência renal, também podem levar o paciente a morte.
O "Homem Biónico" é um projecto nosso que consiste na construção de um molde humano feito de esferovite, onde estão e vão continuar a ser colocados ao longo do ano aparelhos que são o espelho nítido da Evolução da Medicina. Este nosso amigo visa a divulgação do nosso trabalho à comunidade escolar do Externato de Vila Meã e contribuir para a sua informação. Temos a dizer que nos divertimos (vá e desesperámos também um bocadinho) na construção do " Homem Biónico", mas achámos que acabou por ficar aceitável e serve bem o fim para que foi criado. Hoje procedemos à sua colocação. Aqui ficam algumas fotos para vos dar uma ideia do que é que ele representa.
O Homem Biónico: Dedicada à divulgação de dispositivos mecânicos/plásticos que são implantados no corpo humano com o objectivo de melhorar (até mesmo garantir) a qualidade de vida dos pacientes. Remédios de Tempos Antigos: Relatos de como era praticada a medicina por diversas civilizações ao longo da história.