domingo, 7 de fevereiro de 2010

Ginkgo biloba eleva risco de convulsão em epilépticos

O ginkgo biloba, um produto de extractos vegetais, aumenta o risco de convulsões em pessoas com epilepsia e reduz a eficácia de medicamentos anticonvulsionantes.
Estudos isolados já apontavam nesse sentido, mas agora uma revisão de dez estudos realizada na Universidade de Bona, Alemanha, soma evidências sobre esses riscos do produto.

Os autores da investigação afirmam que, pelas evidências actuais, deveria haver maior restrição à venda de medicamentos à base de ginkgo biloba.

O fitoterápico costuma ser indicado para vários problemas, como a doença de Alzheimer, perda de memória e perda auditiva. «No entanto, não temos evidências que comprovem a sua acção», segundo Elza Márcia Yacubian, professora de neurologia da Universidade de São Paulo, Brasil.

«Além disso, a semente do ginkgo biloba tem uma neurotoxina que aumenta a actividade cerebral, desencadeando crises epilépticas e que pode levar à convulsão mesmo em pessoas que não têm o distúrbio», diz.

Segundo a farmacêutica Ivana Suffredini, também da Universidade de São Paulo, os estudos com extractos vegetais são recentes, e ainda faltam informações sobre os efeitos – benéficos ou adversos – dos fitoterápicos.

«O maior problema é que muita gente acredita que os produtos que vêm das plantas não têm riscos, e consomem-nos sem orientação médica. Mas as pessoas devem saber que eles podem ter efeitos indesejados.»

FONTE:"http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=1044717"

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Malawi: antirretrovirais usados para fermentar bebidas alcoólicas












Quantidades não especificadas de antirretrovirais estão a ser desviadas, numa zona do Malawi que faz fronteira com Moçambique, para a fermentação de bebidas alcoólicas tradicionais, anunciaram fontes oficiais citadas pela Rádio Moçambique. Os fármacos são utilizados para destilar uma bebida caseira vulgarmente conhecida por "kachassu" e que é bastante apreciada e consumida no Malauí e em Moçambique. As autoridades malauianas ligadas à área de prevenção e combate à SIDA já iniciaram uma investigações visando travar o fenómeno, tendo já recolhido algumas amostras da bebida para testes laboratoriais. Até ao momento, ninguém foi detido em conexão com o caso, adianta a SIC.

FONTE:"http://www.tribunamedicapress.pt/internacional"

Medicina no Algarve



FONTE:"http://videos.sapo.pt/KWD5lOf0FhHYWs5nh9Ds"

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Estudo: 12,8% das crianças e adolescentes tem hipertensão arterial


A hipertensão arterial afecta 12,8% dos jovens, não existindo quaisquer disparidades relevantes entre os dois sexos, concluiu um estudo apresentado no âmbito do 4º Congresso Português de Hipertensão, que termina domingo. Realizado pela Clínica da Aveleira, este trabalho debruçou-se sobre 5.381 crianças e adolescentes saudáveis, entre os cinco e os 18 anos, residentes nos distritos de Coimbra, Aveiro, Viseu e Leiria. Este estudo revelou ainda que, do número total de jovens, 3.576 tinham iniciado a prática desportiva e, 1.805 tinham uma actividade física federada, caracterizada pela prática desportiva regular desde há mais de um ano, com uma média de 4,3 horas semanais de treino. As crianças e adolescentes que começaram a praticar exercício físico apresentaram uma prevalência de hipertensão arterial de 14,3%, taxa que é mais elevada do que a existente nos jovens que praticam regularmente exercício, estimada em 9,8%. Os dados dos jovens avaliados em função do peso corporal demonstram que a presença de obesidade eleva a prevalência de hipertensão arterial para 20,5%, situação que é, aparentemente, compensada pela concomitância de uma prática desportiva, sendo neste caso a percentagem reduzida para 13,1%.
FONTE:"http://www.tribunamedicapress.pt/rss/27790-estudo-128-das-criancas-e-adolescentes-tem-hipertensao-arterial"

Tabagismo passivo associado a maior incidência de demência no idoso

Alta exposição passiva ao tabaco ao longo da vida pode aumentar o risco de demência em idosos com doença cardiovascular não diagnosticada, diz estudo.
A pesquisa norte-americana Cardiovascular Health Cognition Study, realizado entre 1991 e 1999, avaliou a associação entre o tempo informado de exposição domiciliar ao fumo do tabaco e o risco de demência em seis anos entre 970 indivíduos, que nunca tinham fumado e que, no início do estudo, não apresentavam doença cardiovascular (CVD), demência nem défice cognitivo leve.

Ora, os autores constaram que níveis moderados (16-25 anos) e altos (>25 anos) de exposição passiva ao fumo do tabaco não estiveram independentemente associados ao risco de demência.

No entanto, os indivíduos com mais de 25 anos de exposição, e mais de 25% de estenose da artéria carótida tiveram um risco três vezes maior de demência do que os indivíduos com nenhuma ou pouca (0-15 anos) exposição passiva ao tabaco e menos de 25% de estenose da artéria carótida.

A pesquisa foi publicada no American Journal of Epidemiology.

FONTE:"http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=1044712"

Quanto menor a idade na menarca, maior o risco de diabetes

Estudos envolvendo mais de 200 mil mulheres sugerem que quanto menor a idade do início da menstruação, maior é o risco de diabetes tipo 2 na vida adulta.
Essa associação entre menarca e diabetes foi substancialmente atenuada após um controlo adicional da variação temporal do Índice de Massa Corporal (IMC), pelo que o risco de diabetes tipo 2 também é fortemente influenciado pelo excesso de tecido adiposo nos adultos.

No entanto, além do IMC, as hormonas sexuais no surgimento da diabetes também assumem um papel importante, referem os autores.

As conclusões foram publicadas no American Journal of Epidemiology.

FONTE:"http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=1044716"

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Mutilação genital: amnistia apela a estratégia europeia comum


A Amnistia Internacional apela a uma estratégia europeia comum contra a mutilação genital feminina (MGF), apontando cinco dimensões principais para a protecção das mulheres e meninas ameaçadas por ou vítimas da prática. Recolher dados sobre a MGF, apostar mais na saúde no feminino, dar mais atenção à violência sobre a mulher e a criança, atribuir asilo às mulheres ameaçadas pela prática e incluir o tema no contexto das negociações de cooperação para o desenvolvimento são os pontos-chave da estratégia lançada ontem. Intitulado "Fim à Mutilação Genital Feminina - Uma Estratégia para as Instituições da União Europeia", o documento, avançado pela Lusa/SIC, nasce do trabalho de 14 organizações não-governamentais europeias, escolhidas como parceiras pela Amnistia Internacional-Irlanda, e tem o apoio da Comissão Europeia.

FONTE:"http://www.tribunamedicapress.pt/internacional/27727-mutilacao-genital-amnistia-apela-a-estrategia-europeia-comum"