sábado, 27 de fevereiro de 2010

Ibuprofeno reduz risco de doença de Parkinson


Investigadores estudam vertente inflamatória da doença

Investigação mostra que as pessoas que tomam três ou mais comprimidos de ibuprofeno por semana apresentam um risco 40 por cento mais baixo de desenvolverem Parkinson.

O uso regular de ibuprofeno, um anti-inflamatório comum, reduz de forma significativa o risco de desenvolvimento da doença de Parkinson, afirmam investigadores da Universidade de Harvard. Segundo o site Healthday, os resultados da investigação vão ser apresentados em Abril na reunião anual da Academia Americana de Neurologia, em Toronto. Os dados agora divulgados indicam que as pessoas que tomavam três ou mais comprimidos de ibuprofeno por semana apresentaram um risco 40 por cento mais baixo de desenvolverem Parkinson, comparativamente aos indivíduos que não tomavam aquele analgésico. Os autores acreditam que estes resultados comprovam o “efeito neuroprotector do ibuprofeno na doença de Parkinson”, o que poderá ter “grandes implicações na saúde pública e na prática clínica”. A investigação envolveu mais de 136 mil pessoas, sem a doença no início do estudo. Após seis anos, 293 foram diagnosticadas com Parkinson. Os indivíduos que tomavam mais ibuprofeno apresentavam uma probabilidade menor de desenvolverem a doença, concluíram os investigadores.

FONTE:"http://www.tribunamedicapress.pt/internacional-1/28156-ibuprofeno-reduz-risco-de-doenca-de-parkinson"

Cientistas registam progressos contra o glioblastoma


Ensaio clínico realizado pela Universidade de Stanford

Uso da molécula AMD3100, para bloquear o processo de crescimento do tumor secundário, provou ser eficaz. Cientistas querem avançar para estudos em humanos.

Um novo método para prevenir a recorrência do glioblastoma, um cancro do cérebro mortal, foi recentemente desenvolvido por investigadores norte-americanos. A radiação, usada actualmente, consegue reduzir o tumor, mas este normalmente acaba por reaparecer em apenas algumas semanas ou meses. O índice de sobrevivência associado a este cancro não chega a ultrapassar, em média, os dois anos após diagnóstico. Num estudo realizado em roedores, investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford descobriram que o bloqueio da via de acesso ao oxigénio e aos nutrientes previne a recorrência do cancro. No âmbito deste trabalho, os especialistas verificaram, inicialmente, que os tumores afectados pela radiação recorriam a uma via alternativa para criar vasos sanguíneos, essenciais para a sua recorrência. Posteriormente, os investigadores utilizaram, em roedores, a molécula AMD3100 para bloquear o processo de crescimento do tumor secundário, que provou ser eficaz. Na medida em que a AMD3100 já recebeu aprovação para uso humano, é possível que ensaios clínicos em doentes possam arrancar muito em breve.

FONTE:"http://www.tribunamedicapress.pt/internacional-1/28385-cientistas-registam-progressos-contra-o-glioblastoma"

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Vitamina B3 ajuda a reparar funções após AVC


Revela investigação laboratorial

Investigadores descobriram que os ratos que sofrem AVCs isquémicos induzidos mostram sinais de crescimento vascular e de células nervosas no cérebro após tratamento com vitamina B3.

Com base em resultados preliminares de uma investigação realizada com ratos, cientistas norte-americanos afirmam a vitamina B3, também designada por niacina, pode ajudar as vítimas de um acidente vascular cerebral (AVC) a recuperarem funções cerebrais. Os investigadores, do Hospital Henry Ford, descobriram que os ratos que sofreram AVCs isquémicos induzidos mostravam sinais de crescimento vascular e de células nervosas no cérebro após tratamento com vitamina B3. Aquela equipa de cientistas está agora a testar o tratamento no homem, esperando obter resultados semelhantes. Se isso acontecer, “teremos acesso a um tratamento barato e bem tolerado para um dos mais devastadores problemas neurológicos”, afirmou Michael Chopp, director do Instituto de Neurociência daquela unidade hospitalar. A niacina já é conhecida por ser um tratamento eficaz para o aumento dos níveis do “bom” colesterol.

FONTE:"http://www.tribunamedicapress.pt/internacional-1/28398-vitamina-b3-ajuda-a-recuperar-funcoes-apos-avc"

Fadiga acentuda pode ser sinal de problemas cardíacos


Nos doentes submetidos a diálise

Os doentes submetidos a diálise que apresentam níveis de fadiga elevados estão em risco de sofrer um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral.

A fadiga pode ser um sinal de aviso para um possível ataque cardíaco ou outros problemas do coração nos doentes que fazem diálise, sugere um estudo publicado no Clinical Journal of the American Society of Nephrology. Investigadores japoneses analisaram os resultados de 788 inquéritos realizados a doentes submetidos a diálise e verificaram que 16 por cento apresentavam níveis excessivos de fadiga. Após dois anos de acompanhamento, os doentes com níveis mais altos de fadiga tinham uma taxa de acidentes cardiovasculares mais elevada, nomeadamente ataques cardíacos e AVCs. “A nossa investigação identifica a fadiga como um importante bio-alarme que prediz a ocorrência de eventos cardiovasculares nos doentes em diálise”, sublinhou o co-autor do estudo, Hidenori Koyama, da Universidade de Osaka.

FONTE:"http://www.tribunamedicapress.pt/internacional-1/28421-fadiga-acentuada-pode-ser-sinal-de-problemas-cardiacos-"

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Erro genético retira eficácia ao tamoxifeno


Medicamento não é eficaz em todas as mulheres

Algumas mulheres com cancro da mama não obtêm qualquer benefício do tratamento com tamoxifeno porque são portadores de um erro no gene FGFR1.

Cientistas britânicos afirmam ter descoberto o motivo pelo qual algumas mulheres não respondem ao tratamento para o cancro da mama. Conforme explicam no jornal Cancer Research, trata-se de um erro no gene FGFR1 que pode ser corrigido. O tamoxifeno é administrado à maioria das mulheres diagnosticadas com cancro da mama para prevenir a recorrência do tumor. No entanto, nem todas respondem ao tratamento: os especialistas estimam que um terço destas mulheres não obtém qualquer benefício com o tamoxifeno. Esta descoberta poderá conduzir a novos tratamentos para estas mulheres. A solução, de acordo com os autores, é “desligar” a actividade do gene FGFR1, permitindo ao tamoxifeno actuar. Os investigadores acreditam que uma em cada dez mulheres com cancro da mama apresenta este erro genético.

FONTE:"http://www.tribunamedicapress.pt/internacional-1/28373-erro-genetico-retira-eficacia-ao-tamoxifeno"

Estudo mostra que células estaminais podem reparar defeitos ósseos


Um estudo publicado na revista "Tissue Engineering" demonstra que as células estaminais do sangue do cordão umbilical podem ser usadas na reparação de defeitos ósseos causados por traumatismos, infecções, tumores ou malformações congénitas, disse hoje fonte universitária. O cientista Rui L. Reis, investigador da Universidade do Minho, director do grupo 3B´s e do Instituto Europeu de Excelência em Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa e um dos membros do corpo editorial da publicação, adiantou à Lusa/Sapo que, no estudo realizado em ratinhos, "testou-se a capacidade de diferenciação osteogénica (em células ósseas) e de formação de osso". Essa diferenciação, frisou, foi conseguida no laboratório do Shanghai 9th People's Hospital, na China, "a partir de células estaminais mesenquimais de sangue do cordão umbilical, um tipo de célula que se pode transformar por exemplo em osso, cartilagem ou gordura".

FONTE:"http://www.tribunamedicapress.pt/rss/28371-estudo-mostra-que-celulas-estaminais-podem-reparar-defeitos-osseos"

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Diabetes pode explicar por que obesas têm mais filhos com defeitos congénito

Baseados nos resultados de um estudo publicado na revista Obstetrics & Gynecology, os especialistas recomendam um controlo rígido na glicose das mulheres que querem ter filhos.
«Já sabíamos, há algum tempo, que mulheres com diabetes pré-gestacional têm uma redução na taxa de anormalidades congénitas com a melhoria do controlo [da glicose] no período pré-concepção e durante a gestação», destacou o investigador Joseph R. Biggio, líder do estudo.

Avaliando 42 mil mulheres que tiveram filhos entre 1991 e 2004, os investigadores não observaram uma associação entre a obesidade materna e o risco de defeitos de nascença do bebé.

Porém, as mulheres que, antes da gravidez, apresentavam diabetes tipo 2 – doença intimamente relacionada com a obesidade – tinham quatro vezes maior risco de ter um bebé com algum problema (como espinha bífida, fenda palatina ou distúrbios cardíacos), comparadas àquelas que tinham a glicose sob controlo.

De acordo com os autores, esses resultados não indicam, porém, que mulheres com diabetes tenham grandes riscos de terem bebés com defeitos no nascimento, pois o risco absoluto seria baixo.

A vasta maioria dos bebés no estudo nasceu sem defeitos congénitos, com uma taxa de menos de 1% de bebés com problemas entre todas as participantes.

FONTE:"http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=1048363"